POEMAS DESENHOS
Poesia
Minha querida, trazes em ti
Águas do mar
Nascentes de rios
Cachoeiras
Oxigênio
Chão batido
Mil poetas e seus caminhos
Terremotos
Trovões
Protestos
Beleza de arco-íris
Poeira de estrelas
Veias e artérias
Uma biblioteca infinita
Novas idéias
Antigos conflitos
Questionamentos
Vivências
Solidão
Nostalgia
Poesia, amada minha!
És generosa ao permitir meu caminhar tranqüilo
entre as folhas brancas de teu jardim
Quase meu
Por não ter desenhado cavalos
Por ter os lábios calados
Escrevi este poemeto esquisito
Feito de amor e conflito
Nem vivo, nem morto: morno
Como o vento litorâneo
Na primeira noite de outono
Um poeminha só, sem flores no adeus
Quase invisível, quase incolor...
Quase meu.
Resposta
(Dedicado a Arthur Rimbaud )
Sou tudo e nada
Mais você do que eu
Passado, presente, futuro
Seu vizinho, seu objeto, sua agonia
Carro sempre desgovernado
Humano, místico, animal
Cínico, esnobe, ator
Mil personagens
Cinqüenta para você
Sou poeta
Libertar é a minha arte
Nada me deteria, além da palavra caótica
Saindo aos gritos de minha pena.
Os três poemas acima foram publicados em: Sarau Grafado. Ed. Todos os Bichos, 2007.
Tecendo a vida
Tecendo a vida vem a consciência,
a Sabedoria, o Amor,
a divindade presente em cada um
tentando materializar-se.
Eu posso.
Sou único, maravilhoso !
Vôo sobre o palco/vida altivo e autêntico.
Não me calo.
Busco a expressão correta ...
Liberdade! Liberdade!
Liberdade sem isolamento.
Comunhão sadia com o próximo, comigo.
Reciprocidade sem o preconceito das mentes pequenas.
Encontro no silêncio criativo das potencialidades.
Liberdade!
Comunhão com os meus ideais,
com o Espírito,
com Deus, minha Força Maior, meu Pai amoroso:
Aba Pai !
Não temo o silêncio do Alto.
Lá comunico-me realmente,
compreendo e sou compreendida,
conheço como sou conhecida.
Preciso do Outro. Preciso de mim.
Já não existo apenas: sou.
Não sou mais um ser sozinho, multiplico-me
e a Vida não pára em mim,
estende-se até o outro mais distante...
Texto registrado. Todos os direitos reservados.
Cansancio
Hoy me duele el alma.
Dolores de decepción.
¿Y qué decir del cansancio?
¿Del prejuício y del degrado?
Yo vengo a ofrecer un corazón partido.
Una lágrima transparente y agonizante.
O DESENHO DO POEMA
O desenho
do poema
é letra
letra é
desenho do
poema
desenho
cores
sujas
a letra
poema
é
desenho
sujo
de emoções
maltrapilhas
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VALERIA KURAK